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2 de out. de 2010

FONTspiração e FONTxpiração

Uma das coisas mais impressionantes que observo em trabalhos de design gráfico é a capacidade que os profissionais possuem de dar a tipografia um significado universal, de criar códigos decodificados através da imagem o que muitas vezes substitui a imagem por fontes, levando em consideração que a própria fonte é a imagem.
V- Urban mostra nesse post, quatro propostas de trabalhos interessantes onde os profissionais selecionados procuram encarar o tipo como símbolo ilustrado.
Como já discutido em posts anteriores, a palavra chave, fonte de discussão em grupos de modernos, designers, profissionais de arte, arquitetura e comunicação em geral é a "customização de massa".
Cada vez mais, profissionais plugados, começam a entender que as pessoas estão em busca de algo só delas, feito por, e para elas, algo que transmita um estilo pessoal.

Pensando nesse conceito, Jessica Nebel, uma reconhecida designer com um vasto currículo e ganhadora de alguns prêmios criou o cartaz PIXEL IT.
O cartaz foi projetado com uma estrutura modificável, ou seja, abaixando uma ponta se revela a camada vermelha por baixo.
A proposta faz o usuário criar com os pixel textos, imagens ou tudo o que desejar. Sendo criativo ele terá um cartaz com estilo próprio.







O cartaz PIXEL IT segue o estilo de outros projetos da profissional. Ele consegue ser simples e humanizado. Muito bom...

The New York Times: Turkish Edition
Criado pela agência Markon, Leo Brunet Istambul, o projeto trata de um video publicitário de um minuto sobre o lançamento da edição turca do jornal The New York Times.
A animação mostra versões tipográficas construídas dos famosos marcos históricos em Nova York e Stambul.
Ao assistirmos a animação, fazemos um passeio tipográfico partindo de Liberty Island, indo para Manhattan, passando pelo Brooklyn até chegar em Bósforo (um estreito que liga o Mar Negro da Mármara e marca o limite dos Continentes asiáticos e europeus na Turquia).
A animação finaliza com uma vista deslumbrante de Istambul, todinha feita de tipos. Veja.



 




Jonathan Yule
, designer gráfico e diretor de criação da INVDR, criou com o uso de algumas fontes, personagens muito interessantes denominados Bot Font. Ele usa em seus projetos as conhecidas (amadas ou odiadas) fontes helvética e futura. Os robos são bacanas, merecem ser mostrados, mas essa idéia pode ser vista e outros trabalhos por aí.





Já o designer e ilustrador Sérvio, Bratislav Milenkovic, faz uso da tipografia em seus projetos de maneiras diferentes e interessantes.



FONTspiração e FONTxpiração é isso, respirar o projeto, entender a fonte criada ou usada de forma que a mesma interaja com o meio a que está inserida.

http://www.jessicanebel.com/
http://www.imagonewmedia.com/project.php?code=NYTT
http://www.invdr.com/
http://www.behance.net/BratislavMilenkovic

(por Júlio M. Silva)

30 de set. de 2010

As chamadas bandas fofas

Se você tem preconceito, pare de ler agora, isso mesmo, neste ponto aqui. Agora se você não é, abra seu coração e ouvidos para as bandas fofas, cuti-cuti e pop’s. Seja como for, são bandas com som bacaninha, por vezes calminho, com uso de cordas, guitarra leve, outras vezes dançante e com bons recursos eletrônicos, enfim... Melodias que acabam caindo no gosto de grupos que até acabam virando ícones da música, como por exemplo, New Order, The Smiths, The Cure. Dizem que Pato Fú é nossa versão Tupiniquim de banda fofa, mas como tenho evitado a música brasileira...
Nessa categoria selecionei três delas para você conhecer: Mademoiselle Caro & Franck Garcia, The Kings of Convenience e Hercules & Love Affair.


Uma delícia de pop eletrônico. Eles são Mademoiselle Caro & Franck Garcia. Uma dupla francesa fazendo um som inglês às vezes com cara de New Order, outras de Joy Division e até um “Pop Iggy Pop”. Sabe aquele vocal assim meio amador, (eu disse amador não ruim), e com uma excelente produção. Pois é assim. As primeiras faixas são leves e as últimas vão ficando mais pesadinhas. O cd LEFT (2010) foi lançado pela gravadora Buzzinfly Records do excelente Dj e produtor Ben Watt, também criador da dupla Everything but the Girl e maridão da incrível Tracey Thorn.
Na minha opinião as primeiras faixas são as melhores como “From The Shadow”, “Everything Must Change” e a minha preferida “Soldiers”, a mais eletrônica. Drive é a mais rock e pesada. No You tube tem algumas coisas deles inclusive um acústico de Soldiers.

E Folk hein? Nunca gostei daquela coisa assim, meio caipira, mas a dupla The Kings of Convenience me agrada e muito. Tem algo pop nos arranjos. As músicas dessa dupla de noruegueses são leves, calminhas, melancólicas, deliciosas e se inspiram em Belle & Sebastian e até em Simon & Carfunkel, esta última, pode parecer meio careta, mas não é o que se materializa nos dois principais cds da banda: Declaration of Dependence de 2009 e  Riot On An Empty Street de 2004. Quando comprei Riot on an Empty Street e ouvi milhões de vezes, fiquei preocupado e na expectativa se conseguiriam um resultado tão  bom com Declaration of Dendence, mas acho que eles se superaram.  The Kings of Convenience é bom para domingos de manhã.
Link: http://www.youtube.com/watch?v=WOxE7IRizjI


E som gay? Você não ouve? Mentira. E aquele vinil do Spandau Ballet guardado? E o clipe da dupla Pet Shop Boys que você gostava? E o hit  A Little Respect do Erasure que você cantava? Bem, conheça agora um som gay e do bom: Hercules and Love Affair. Os caras são de Nova York e o projeto é encabeçado  pelo produtor Andy Butter.
A voz do cantor Antony Hegarty, que é branco e vocalista em cinco faixas do cd de 2008, é totalmente negra e lembra um pouco Nina Simone.
O som é meio disco, com influências de eletrônico e black. A faixa Blind estourou em 2008, mas já está eternizada. O cd com o mesmo título Hercules & Love Affair é imperdível e pelo que li, tem um novo cd para 2011.
Enfim, as bandas fofas tem muito do bom e autêntico pop. Nada comparado o pop sem personalidade, fake e se tivermos sorte, de passagem, de Lady Nada, digo... Gaga.

(por Vitor Costa)



O retrô contemporâneo

Sua casa está com aquela cara de velhinha. Cheia de móveis pesados de madeira que você herdou da sua avó e não sabe como dar uma renovada? Ou está clean demais, com uma cadeira ali e um pufe pêra (humpf!) lá do outro lado? Bem, você pode dar uma valorizada no seu lar doce lar. Até porque, como é que você vai querer dar uma impressionada nos amigos, na namorada nova, no cara que você está conhecendo... A casa é um reflexo de nós mesmos, é nela que empregamos grande carga de nossa personalidade. E mesmo que você não seja chegado à decoração, vale a pena conferir alguns móveis que o V.Urban selecionou. Todos eles têm design bem retrô, mas sem deixar de ser extremamente moderno e bacana. Minha teoria é que vale a pena sempre ter uma peça diferenciada em casa, mesmo que custe caro. Dá uma olhada:

Essa é a incrível Tv 14" com design retrô da LG. Com closed caption e sleep timer, possui acabamento na cor branco pérola e pernas removíveis para combinar e se adequar a sua sala, quarto ou escritório. O arrojado lançamento da LG custa R$ 450,00. Preço baixíssimo perto do benefício que vai trazer para a imagem da sua casa e da sua também. À venda nas grandes redes.
 




Geladeiras modernas com ares retrô da marca Gorenje, marca pouco conhecida no Brasil. As cores são fantásticas. Importadas, custam 800 libras. Dói no bolso, mas é um analgésico daqueles na sua cozinha. http://www.gorenje.com/design



Pra quem quer, literalmente, bater um bolão, a novidade prometida pela Bosch para 2011 são as novas batedeiras em cores básicas, mas também bem coloridas e um ar setentista como a de baixo. Bate bolos e massas pesadas, espreme frutas, corta frios e também moe carnes (tô fora!). Sem preço ainda.



Se ao menos você sabe fazer um espaguete ao alho e óleo para os seus convidados, prepare-se para impressionar. Dá uma olhada nesta espagueteira inspirada na Segunda Guerra Mundial quando se fervia macarrão em latas de tomates. A espagueteira batizada de “Angiolina” é um achado e vai surpreender mesmo que sua massa não seja lá aquelas coisas. Custa R$ 990,00 na Riva. www.riva.com.br



Olha só que diferente. É a BoomCase, uma caixa de som construída sobre malas de viagem, com preços a partir de US$ 250 (cerca de R$ 430). As malas contam com uma bateria interna recarregável com capacidade para 7 horas de música e têm entradas para conexão com iPods e outros tocadores de MP3. Se você tem interesse, pode ficar de olho na página da BoomCase no Facebook e fazer sua encomenda. A fabricação é artesanal e se você leu meu post  “O curador do bom gosto” vai valorizar isso mais ainda.




Pés palito em móveis dão um tom moderno e ao mesmo tempo trazem aquela lembrança de infância. Na casa da minha mãe tinha uma mesa e uma cristaleira com esses pés. Infelizmente hoje não há mais registros deles. Se eles existissem seriam objetos de briga entre os irmãos. Os móveis da Desmobília trazem muito desse conceito. O móvel abaixo ainda tem estampado a banda The Beatles. Existem outras diversas opções. Custa em média R$ 1.500,00 a R$ 2.000,00. www.desmobilia.com.br


Esta mesa levanta qualquer sala. É da Bughouse, loja virtual que utiliza vinil e outras referências antigas em suas criações. Entregam no Brasil, mas os preços são um pouco altos. US$ 850. www.bughouse.com




Se você achou os móveis muito caros uma dica é entregar na mão de um marceneiro de sua confiança e com certeza a peça poderá ser reproduzida por um preço bem menor. Já as outras só desembolsando uma boa grana mesmo. Mas vale a pena e sua casa merece.

(por Vitor Costa) 

29 de set. de 2010

Consumo/Comportamento - Você já conhece o Spot? Um clássico moderno em Sampa.


Em meio aos arranha-céus da Paulista, encontra-se um restaurante facilmente definido como Urbano e Contemporâneo, o SPOT.
Inaugurado em 1994, o restaurante é comandado Sergio Kalil, Maria Helena Guimarães, Lygia Lopes e José Guilherme Meirelles e já é um clássico da noite paulistana.
Em meio a uma praça, para muitos chamada de Oasis, o restaurante tem uma excelente localização ficando a quase um quarteirão da Avenida Paulista.


O projeto arquitetônico, assinado por André Vainer e Guilherme Paoliello tem a proposta de uma fachada toda em vidro e uma iluminação muito bem pensada, aconchegante e que parece deixar as pessoas ainda mais bonitas. Talvez isso e a freqüência de pessoas interessantes ajudem a justificar e a solidificar o seu nome. 
O Spot é frequentado por modernos, empresários, publicitários, artistas, designers, modelos e jornalistas, heteros, gays, de etnias variadas, dos 22 aos 80 anos e é isso que o torna tão atraente, conquistando assim a fama de ser chic, descontraído e diversificado.


E não importa  que se tenha uma fila de espera de uma hora, porque existe um grande atrativo, o balcão localizado logo na entrada, onde você pode pedir um delicioso mojito e ter a visão privilegiada de todo salão, assim pode ver e ser visto. Você tem ainda a opção de pegar seu drink e sair para a área externa na lateral onde se concentram grupos esperando pela mesa. Outra área para se flertar a vontade. E vale a pena...
O cardápio não é tão abrangente, mas os pratos são de extrema qualidade onde se destaca o  penne oriental com tiras de frango, legumes, shiitake, gengibre e amêndoas, opção muito pedida.
Porém não  consigo ir ao Spot e deixar de comer o peito de frango marinado em azeite, vinagre, vinho branco, pasta de tomate, sal e temperos acompanhado de risoto de limão siciliano e alho-poró.


E para os mais animados, as sobremesas também são uma boa opção, mas ainda fico com a tradicional taça butterscotch: duas bolas de sorvete, caramello, creme batido, praliné e biscoito.

Minha sugestão é que você coloque no seu currículo gastronômico, esta excelente opção de restaurante em São Paulo e que acima de tudo conheça este clássico, mesmo porque São Paulo tem o dom de lançar tantos lugares diversos, mas nem todos sobrevivem por tão longo tempo e com tanta energia. Mas conhecer estes clássicos tem um custo e lá você não vai sair sem deixar no mínimo R$ 80,00 ou o dobro disso se estiver em boa companhia.

Endereço
Alameda Ministro Rocha Azevedo, 72 - Cerqueira César 
(11) 3284-6131

http://www.vainerepaoliello.com.br/ 


(por Júlio M. Silva)

Arte - Velhas empenas viram arte em SP

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